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02/05/2005 15:35

E a novidade do dia é que... hoje o sol saiu! Só à tarde, mas tudo bem, Penélope está mais tranqüila, fazendo fotossíntese... até fiz uma foto do pedaço de céu que vejo sentada aqui no computador, com esses prédios e esses fios de varal, tão meigos. O azul está de matar.

Ontem, na falta do que fazer no domingão friorento saí da casca da tartaruga a conselho de Isa e fui assistir a um filme indicado pela mana 4:“Um Filme Falado”, de Manoel de Oliveira.

Gostei, apesar de ser um filme estranho, arrastado, com tempo diferente. É a história de uma professora de História que viaja num cruzeiro de navio com a filhinha, ambas portuguesas, visitando países do Mediterrâneo nas paradas.

Foi interessante para mim que ainda não fui à Europa (me aguarde, Juju!), e pude ver um pouco da Itália, da Grécia, do Egito e Istambul. Só que ela vai explicando exaustivamente pedaços da História antiga para a menininha (que é curiosa demais para a idade), e cansa um pouco.

O final é totalmente estranho e imprevisível, mas não vou contar, vai que passa alguém por aqui querendo ver...

Gostei de ver a Catherine Deneuve (muito linda) fazendo papel de uma empresária numa conversa maluca no restaurante do navio. Na mesa, três mulheres e o comandante (John Malcovitch) falam quatro línguas diferentes, cada um sua língua materna, e todos se entendem muito bem. Pena que fui sozinha e fiquei com vontade de cutucar alguém do lado várias vezes, mania.

Bom, depois dessa História Falada não estou muito a fim de falar, e vou só postar mais duas fotos que falam por si mesmas, mas antes vou dar uma explicaçãozinha.

Já que a Juliana falou lá da Alemanha que está fazendo sol e que vai me mandar fotos das flores, para ela saber que não vou ficar pra trás, aproveito para registrar o que talvez seja uma das últimas florzinhas destas mudinhas, já que começa a esfriar.

São minhas onze-horas, em foto que fiz “gorim de pouco”. O interessante nesta foto que as da esquerda foram trazidas de Bueno Brandão (oi, Gio!), na minha viagem do carnaval. Peguei dois galhinhos da pousada da dona Rosquinha (apelido que eu dei à senhorinha que nos atendeu muito gentilmente com um pote enorme de rosquinhas de Minas!). O jardim dela era um show, lindo, fui catar amoras e resolvi trazer duas mudinhas para plantar, uma de cor branca e outra alaranjada.

Ela tinha milhares, e o canteiro era cheio de abelhas... Bom, a flor branquinha abriu logo que chegou, ainda no copo de água, mas depois nunca mais... Já essa alaranjada se animou e em menos de quinze dias estava enorme, tomando conta do pedaço! Ela nem ligou de sair daquela lindeza de lugar e ficar aqui na minha enfumaçada Sampa... A outra florzinha mais cor-de-maravilha já estava nessa floreira há tempos, também nasceu de uma muda que afanei lá da pracinha do Corpo de Bombeiros, em Boiçucanga.


Agora. em vez de trazer artesanato das viagens vou trazer mudas de onze-horas e fazer um jardinzinho memorial! Não é uma grande idéia?
A última foto vou pôr aqui porque gostei, ponto final. Estava no sofá com a minha gatinha arteira, mais propriamente minha neta preta, foi tirada ontem à noite pelo Ulisses. Estava friozinho e ela veio se aninhar comigo, coisa meio rara... depois ficou amassando o cobertor e mamando nela mesma, ela é meio doida. As cores ficaram legais, né? Então é isso, a little less conversation, a little more action.



enviada por Penélope






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